Macau: Português Língua Não Materna

Realizei diversos trabalhos nesta área. Quer em Macau, no âmbito do Português Língua Estrangeira, quer em Portugal, no mesmo âmbito, ou ainda no de Língua Segunda ou ainda nas denominadas “Línguas de Especialidade”, nomeadamente em especialidades designadas por Língua de Negócio e Língua Académica.

Em Macau, onde iniciei o meu trabalho nesta área, em Novembro de 1986, começando por fazer um estudo sobre as várias situações de ensino da Língua Portuguesa, ainda em 1986. Na sequência desse estudo, veio a ser formada uma comissão de estudo presidida por mim, tendo como objectivo identificar as necessidades para a criação de um organismo especialmente dedicado ao ensino da Língua Portuguesa, num modelo semelhante às
escolas de línguas, uma vez que até aí o ensino do Português era enquadrado por leis de equivalência de habilitações, sendo que a iniciação (Grau I) fosse encarada como equivalência ao 1º ciclo do ensino básico, lecionada pelos professores habilitados para este nível de ensino, tal como no nível intermédio (Grau II) equivalente ao 2º ciclo e no Grau III, equivalente ao 3º Ciclo e ao secundário. A criação do CDLP marca um processo de mudança para as metodologias adequadas ao ensino de línguas não maternas, reconhecendo o fato da língua portuguesa, para a esmagadora maioria dos alunos, era uma língua estrangeira, apesar de ser uma das línguas oficiais do território, como ainda hoje se mantém.
Em Outubro de 1987 inicia-se o funcionamento do CDLP – Centro de Difusão da Língua Portuguesa, com a Comissão de Instalação presidida pelo Dr. Manuel Nóia e tendo como Vogais o Dr. José Bettencourt e eu próprio.

 

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